quinta-feira, agosto 30, 2007

I LOVE A BOY NAMED JESSE :)

sábado, agosto 25, 2007

APONTAMENTO DEAMBULANTE - FOTOPOEMA

CEM PÉS NEM CABEÇA

Cansaço extasiado, o dos pés pertinazes.

Pés que desenham os rastos de poesia pelas ruas.

Pés que descem um degrau para subir dois de seguida.

Passo atrás, adiante, milhões e milhões de pés de altitude...

Quantos quilómetros de pensamentos solitários te viciam os pés?

Sem um pé, estabilidade instável (mas três a conta que Deus fez).

Ao pé de um dedo esticado, presente de (pe)rcurso passado.

Glórias do pé para a mão, os golos nem sempre balizados?
(esta foto tem umas balizas na água lol)

De pé, os atados. (Pe)sados e medrosos, os calçados.

Finalmente, quando livres, pilares calejados.


(Um dedo, um verso.


Um pé (-coxinho) e uma quintilha.


Dois pés, um trilho aberto e um poema.

Quatro pés, um cruzamento, duas e três vidas.

Seis pés, uma (pe)gada sedenta de ultrapassar o tempo.

Pés!)


Versão mais codificada lol:

CEM PÉS NEM CABEÇA

Cansaço extasiado, o dos pés pertinazes.
Pés que desenham os rastos de poesia pelas ruas.
Pés que descem um degrau para subir dois de seguida.
Passo atrás, adiante, milhões e milhões de pés de altitude.
Quantos quilómetros de pensamentos solitários te viciam os pés?

Sem um pé, estabilidade instável (mas três a conta que Deus fez).
Ao pé de um dedo esticado, presente de (pe)rcurso passado.
Glórias do pé para a mão, os golos nem sempre balizados?
De pé, os atados. (Pe)sados e medrosos, os calçados.
Finalmente, quando livres, pilares calejados.

(Um dedo, um verso.
Um pé (-coxinho) e uma quintilha.
Dois pés, um trilho aberto e um poema.
Quatro pés, um cruzamento, duas e três vidas.
Seis pés, uma (pe)gada sedenta de ultrapassar o tempo.
Pés!)


28 de Abril 2007 (dedicado à minha amiga Leila)

segunda-feira, agosto 06, 2007

JE SUIS FOUS DE PARIS, JE SUIS SAOUL DU MONDE!

Quand on part sans rien attendre, on peut trouver la ‘Saudade’ quand même. Ç’est à dire qu’on était heureux dans la sphère du bonus et de la surprise et, donc… à la légèreté et joie de vivre, on dit : A TOUT A L’HEURE!!

Quelle chance!?

sexta-feira, agosto 03, 2007

DEDOS NO AR!

Quem ache que os loucos, irreverentes e livres, além de mais alegres, são mais felizes ponha o dedo no ar!!

(Mas não apontem!! Sempre me ensinaram que apontar é feio, porque Deus esta em todo o lado... E nunca sabemos onde podemos enfiar o dedo!)

segunda-feira, julho 02, 2007

Que não se mendigue a amizade nem o amor.
Mas também que não sejam tesouros gratuitos.
São espaços onde o tudo se esvazia de nada e o nada se enche se tudo.
Todas as torres precisam de escadas, mesmo as mais modernas, para a instalação de elevadores.
Um dia, gostava de perceber a fundo a necessidade de ter amizades e amores (paixões num campo à parte)... Pela partilha? Testemunhos de existência? Ferramentas do egocentrismo (egoísmo)? Seres sociais? Esponjas de sentimentos contidos num vulcão activo? Transcendência do terreno? Ou meros bens, ainda que não saibamos bem como nem porquê? ...................................

domingo, julho 01, 2007

DIREITO À MANIFESTAÇÃO


sábado, junho 23, 2007

Dura, mas... manteiga!

No meio da realização do filme hardcore para a rede televisiva interna de voyeurismo da Faculdade, ainda que com a alma a transbordar, a propósito desta APARIÇÃO, ele disse-lhe ao ouvido: 'Mas tu... Beijas como uma criança!'...

'Ópera com acordes de heavy metal'...

Sonhos, talvez virtuais, não concretos... mas reais!

quarta-feira, junho 20, 2007

(PRIMA) heLENA

Prima,

Acho que aí não há: problemas de fígado, doenças sexualmente transmissíveis, preconceitos nem outros eitos…

Por isso: bebe que nem uma bêbeda, f*d* que nem uma p*t*, nunca feches as asas…

E já sabes: ‘Tesão no corpo’!

Por cá, vou ‘olhando o sol de frente’ e dando um olhinho aos teus…

Os teus ‘olhos verdes’,

‘Primocas’

PS1 – Espero que no céu também haja Internet.
PS2 – Cumprimentos ao Torres. :)

domingo, junho 03, 2007

JA PENSASTE QUE...?


'Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida'?

E é hoje menos um dia que tens para fazer o que gostas? Sozinho ou acompanhado... Curtir, curtir, curtir, curtir, curtir... !!!! E ja agora, por que não dizeres a toda a gente de quem gostas... ? Vergonha?!?! Bah!!! Vergonha é não dizer! ;)

Que o medo de falhar é logo, por si, uma falha?

E ja que ninguém me ensina a pôr musiquinhas bonitinhas aqui e como ando meio enc*nad* para descobrir como, ficam as letras... O quê? O quê? Bonitinhas...!! ahah

Lou Reed - Perfect Day
Just a perfect day,
Drink Sangria in the park,
And then later, when it gets dark,
We go home.
Just a perfect day,
Feed animals in the zoo
Then later, a movie, too,
And then home.


Oh it's such a perfect day,
I'm glad I spent it with you.
Oh such a perfect day,
You just keep me hanging on,
You just keep me hanging on.

Just a perfect day,
Problems all left alone,
Weekenders on our own.
It's such fun.
Just a perfect day,
You made me forget myself.
I thought I was someone else,
Someone good.

Oh it's such a perfect day,
I'm glad I spent it with you.
Oh such a perfect day,
You just keep me hanging on,
You just keep me hanging on.

You're going to reap just what you sow,
You're going to reap just what you sow,
You're going to reap just what you sow,
You're going to reap just what you sow...


Sérgio Godinho - O Primeiro Dia

A princípio é simples anda-se sozinho

passa-se nas ruas bem devagarinho
está-se bem no silêncio e no borborinho
bebe-se as certezas num copo de vinho
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
dá-se a volta ao medo dá-se a volta ao mundo
diz-se do passado que está moribundo
bebe-se o alento num copo sem fundo
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

E é então que amigos nos oferecem leito
entra-se cansado e sai-se refeito
luta-se por tudo o que se leva a peito
bebe-se come-se e alguém nos diz bom proveito
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Depois vêm cansaços e o corpo fraqueja
olha-se para dentro e já pouco sobeja
pede-se um descanso por curto que seja
apagam-se dúvidas num mar de cerveja
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

E entretanto o tempo fez cinza da brasa
outra maré cheia virá da maré vaza
nasce um novo dia e no braço outra asa
brinda-se aos amores com o vinho da casa
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

PS 1 - O Loiro é um dos filhos da minha loiraçaaaaa :D

PS 2 - Desculpem a falta de assentos... Ooops! Acentos! LOL

quinta-feira, maio 17, 2007

'COMPANHEIROS, QUE MÚSICAS E CANÇÕES HÃO-DE SOAR PELAS NOSSAS JANELAS?'



Eis dois daqueles poemas, cujo autour eu gostaria de ser:
(Infeliz do mortal comum não inspirado... LOL)

Una palabra no dice nada
y al mismo tiempo lo esconde todo
igual que el viento esconde el agua
como las flores que esconden lodo

Una mirada no dice nada
y al mismo tiempo lo dice todo
como la lluvia sobre tu cara
o el viejo mapa de algun tesoro

como la lluvia sobre tu cara
o el viejo mapa de algun tesoro

una verdad no dice nada
y al mismo tiempo lo esconde todo
como una hoguera que no se apaga
como una piedra que nace polvo

si un dia me faltas no sere nada
y al mismo tiempo lo sere todo
porque en tus ojos estan mis alas
y esta la orilla donde me ahogo

porque en tus ojos estan mis alas
y esta la orilla donde me ahogo

(cantado por Carlos Varela)


Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.

(cantado por Mariza)


sexta-feira, abril 27, 2007

HÁ QUEM LEVE AS COISAS MUITO A PEITO! LOL

I... Abozare é borise!!


A virtual hotmale? Wiw! Wiw!

sexta-feira, abril 13, 2007

Na sequência da deriva polaca que tenho acompanhando no Devaneios, o meu outro blog, e materializando um pouco a ideia dos amigos Pedro Silva( armadilhaparaursosconformistas), py e do incentivo dado pelo caro João Vasco (diário ateísta), eis o protesto que enviei à Embaixada da Polónia em Lisboa (politica.embpol@mail.telepac.pt).

Gostaria de exortar todos os caros bloggers que por aqui passem a, discordando da situação de proto totalitarismo a que a Polónia chegou, fazerem constar nos seus blogs semelhante protesto (ou outro que entendam certeiro) para que façamos chegar ao Embaixador da Polónia, por e-mail, o nosso descontentamento com a situação.

"Exmo Sr Embaixador da Polónia,




Ciente do árduo percurso do Povo do seu país rumo a uma Democracia expurgada de totalitarismos como os que historicamente se abateram sobre a Polónia, é com genuína inquietação que assisto à implementação de medidas governativas tendentes a instaurar um clima de desrespeito pelos mais basilares Direitos Humanos. As soluções propugnadas pelo executivo de Varsóvia, ao terem como consequência o desrespeito pela liberdade de não prossecução de um dado credo, a perseguição de minorias sexuais e modelos familiares atípicos, assim como as sugestões vindas a público de uma proibição total do aborto ou, por outro lado, a apologia da pena de morte feita por alguns membros do Executivo que representa, traduzem uma divergência inaceitável com os valores que assumimos comuns nesta União Europeia.



Ciente que o Povo polaco, como outrora, saberá levantar-se contra a instauração da intolerância e do desrespeito pela dignidade humana, junto de vós lavro o presente protesto."

sexta-feira, março 30, 2007

TARDES EM ITAPOÃ

Doce balanço
Bossa Nova no ar
Leve brisa que roça
Onda sem pressa
Espuma fecundadora
Ao fundo galga a silhueta
Apaga trilhos de areia
Sem reboliço dança
Sol sonolento desperta
O céu manto lunar
Azul calmo
Laranja exaltante
Vermelho apaixonante
Rosa desinibido
Provocador lilás
Caleidoscópio divino
Verde moldura incompleta
Ressalta-nos os olhos
Na enseada varanda
Madeira pontão
Rede branca suspensa
Calções azul sol-russo
Eu
Tu
Nos meus braços
Pele com pele
Ao de leve
Beijo-te a testa sol-colorida
No umbigo desenho-te
Marotas cócegas
Mãos comungantes
No silêncio humano
Esvaio-me
Envolto em recreio
Mata viva
Peixes pulando
Mar ancorado
Sem ontem
Nem amanhã
Relógio ou compasso
Entre estrelas recém-acordadas
Vadiando.
O tempo numa escada rolante
Só por vezes…
Em poema imaginado pincelar
As nossas tardes e Itapoã…

(13 de Fevereiro de 2007)
The more I see
The less I know
The more I like to let it go
HEY OH
JORNAL DA TARDE: UM BIG BROTHER

Um estroma (universal?) de mesquinhez... Mesquinhices que nem sempre nos tocam, mas que impregnam o mundo à nossa volta e nos tagenciam constantemente. Mas fora do seio da lingua materna, uma felicidade maior, ainda que ingénua.

Eis que... Esta tarde, consu(o)lado de Portugal, Jornal da Tarde, na RTPi: noticia banal, tão banal que não me lembro qual. Seria também por mal ouvir devido a distância? Quase euforico, contente igualmente por ver e ouvir 'bimbos' e tugas,
corri para a cadeira mais proxima do televisor. As tantas, senti-me entrevistado pela Teresa Guilherme: um big brother (mais, à Paris, c'est chic, ahn?!? oh la la! LOL) de lagrimas com requintes de 'pirosice', saudosas, sentidas em Português, a mãe das minhas linguas! Na outra noite, 'sur France3', um turbilhao semelhante perante as ruas de Alfama, o electrico 28, os claustros dos Jeronimos, a torre de Belem, o Douro e a Foz no Porto e o seu mar com o sal - lagrimas de Portugal, a heranca em Goa, no Brasil etc, etc.


Esta-se bem em todo o lado e não se esta bem em lado nenhum. Ansiedade de puto (? com quase 1/4 de século?) de todo o mundo querer ver e experimentar? Ao olhar para tras, sempre assim foi: impertinência em subir os degraus da vida para ver a paisagem um metro e outro mais acima, de um e de outro ângulo e a 360°, e ansiedade de inventar escadas e torna-las rolantes, quando não as tinha, quando um topo era atingido ou quando a escada sua contemporânea se tornava monotona. Afinal, alguém com medo da monotonia e/ou alguém que simplesmente foge? Onde vais parar, puto? Para ja, voltar, e apos... Saudades do agora, do antes e do amanha. Afinal, vais pousar? Talvez queira verificar se a mesquinhez é universal, mas a viagem ainda so vai no seu primeiro quarto...

Não tens remédio, 'feio', 'porco de merda'... LOL

Nota: a falta de assentos é da inteira responsabilidade do teclado. LOL

sábado, março 24, 2007


um 'COMMENT' digno de 'POST'...


...Porque todas as palavras são ínfimas para matar as saudades:


Adormeceste no dia 10 de Fevereiro de um ano que já esqueci, não sem antes suspirares os parabéns ao teu companheiro de toda a vida e lembrar todos quantos te eram tão queridos.


Adormeceste de mão dada emprestando aquela força vital que sempre emprestaste à vida.


Eugénia, nome de arbusto para quem era flor.


Prefiro-te Eugenésica de uma prol que se orgulha de ti e das tuas acções.


Enquanto (Eu)genearca moldaste-me com a tua forma de emanar amor e carinho; com a simplicidade da tua filantropia e compreensão; com a ajuda à pobreza e tristeza; dando tudo o que se tem quando não se tem nada.


Emprestaste-me a tua sensibilidade e por isso perdi a vergonha de chorar, o teu estoicismo e por isso ganhei a força para lutar contra a adversidade, a tua simplicidade e por isso admiro o trivial, a tua força de vida e por isso luto até à exaustão.
Nasci de ti, sou parte de ti e percorro os teus trilhos porque sei que será sempre o melhor caminho.Foste citadina por obrigação e aldeã por vocação.


A cidade violentou-te e dilacerou-te as entranhas. Retirou-te o doce odor das giestas e o fino cantarolar das ribeiras.


Enquanto o teu corpo percorria a cidade o teu sonho corria para a aldeia.

Representavas um papel que não querias num teatro que não desejavas.


Finalmente, juntaste corpo e sonho e repousas tranquila.


Bem hajas!

quarta-feira, março 07, 2007

FELICIDADE

Não me peças, amigo
Felicidade documentada
Ela não se disseca
Não tem como nem porquê
É música sem pauta
Vibra no silêncio
No olhar flutua
Corrói paredes
Raízes inunda
Pára o ponteiro
Toca o lábio na orelha
Dissolve o bem e o mal
Contenta-se do nada
De tudo se alimenta
E se felicidade
Parecer faltar
Sobrevive o sonho
Resiste a memória
Concretos ou virtuais
Sempre reais…
Até ao próximo degrau
Ou à chave de outra escada!

22 Fevereiro 2007

terça-feira, fevereiro 27, 2007

MACACADAS
Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas.
Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jacto de água fria nos que estavam no chão.
Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancada.
Passado mais algum tempo, mais nenhum macaco subia a escada, apesar da tentação das bananas.
Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos.
A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que lhe bateram.
Depois de alguma surras, o novo integrante do grupo não subia mais a escada.
Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiasmo, na surra ao novato.
Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o facto.
Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído.
Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam a bater naquele que tentasse chegar às bananas.
Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria:
"Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui..."
É bom que nos questionemos porque fazemos algumas coisas sem pensar ...

É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito. Albert Einstein


('under 18 no entre - and don't fuck around')

sábado, fevereiro 10, 2007

YOU'RE MY LOVER UNDERCOVER

quarta-feira, janeiro 24, 2007

EUGÉNIA

Vamos, avó!
Voltar a comprar cassetes
Tocar às
campainhas e fugir
Correr pelos eucaliptais
Ver as vacas à vacaria
Baloiçar e escorregar no parque
Escorregas e baloiças comigo
Enfiar-me num bidão de água
Comer batatas fritas com ovo estrelado
Estorricar pizzas no forno
Apanhar caganeiras de gelado e uvas
Acordar com pastéis de nata
Falar com desconhecidos
Dizer olá ao sol
Coçar o cão vagabundo
Ficar a conversar perante os barcos do lago
Mas não dizes a ninguém!
Os meus avós podem ficar com ciúmes
A minha mãe talvez ralhe
O meu pai…
Não faz mal, agora não está!

Vamos, avó!
Abraçar o mundo com a bondade
Doce Eugenuidade que me ensinaste
Que cedo te traiu e levou.
Desculpa, se eu soubesse…

Vamos, avó!
Minha génia, minha génese!
Vamos puxar o fio do tempo
E matar saudades
Tenta entretê-lo com uma tigelada…

Enfio os chinelos
Os pés são teus
Cabelo sempre espetado
O pijama azul quase roça o chão
Esfrego o olho sonolento
A fechadura é a minha altura
Quem é?
Sorrio e derreto-me
Estico-me para te beijar
Aconchegas-me nos teus braços
Que me trazes desta vez no bolso?
Sempre me levas às vindimas no Norte?

Até já….

(21 Novembro 2006)

sábado, janeiro 13, 2007

MODA LISBOA - I PODIUM
OURO - FREIRA SAFADONA
Prata - Amén
Bronze - TadinhaMenção honrosa - The star

MODA LISBOA - II PODIUM
5º- Jaquina 6º- Hércules 7º - Cavacona
8º - Cavaquinho9º - Bailarina
10º - Pançudo
11º - Árbitro Dourado
12º - Jurássico

quinta-feira, dezembro 28, 2006

Somewhere only we know...

La viLLe ECLéTIQuE

Souvent, quand nous pensons visiter une grande ville c’est à cause de sa renomée planetaire. Mais, à Paris, existe quelque chose de different, qui nous absorbe et nous met en extase. Dès l’arrivée à l’aéroport Charles de Gaule, dont les lignes rappelent les avions, nous sentons les pieds se soulever du sol encore. Mais, voilà Paris… La ville écletique! Qui nous surprend à chaque étape, à chaque coin. Qui nous élève. Qui nous fait toucher le ciel avec sa magnitude, qui coexiste avec sa simplicité. Mais porquoi Paris est-elle une ville eclétique? Le monde se reunit ici. Une bénédiction Universelle d’harmonie. Le monde des Hommes, le monde des choses et voire le monde de la Nature. Pendant une première journée, la magnificience de la Tour Eiffel et de la Défense s’expriment. Une autre journée, l’esprit naïf de l’Île de la Cité, témoigné par les bateaux qui naviguent doucement sous le ponts de la Seine. Une autre fois, à la bohémienne Montmartre une vue ravissante à partir du mystique Sacré Coeur et puis encore après avoir travessé la moitié de la ville, nous trouvons un autre aperçu qui nous fait sentir tous petits devant les ‘Grands Hommes’ qui ‘La Patrie Reconnait’, c’est le symétrique et rationnel Panthéon. Un matin, nous promènons dans l’amplitude des Champs Elisées ou des Grands Boulevards Parisiens; l’après midi, un retard intimiste dans le Quartier Latin ou le Marais. La promenade romantique sur la Seine suivie par la montée au militarisme de l’Arc du Triomphe. La Mosquée et l’Église. Le musicien sans terre qui fait de la musique devant la Parisienne chic qui promène son Lou Lou. Le baroque Hôtle de Ville qui salut le modèrne Fórum des Halles et le classique Louvre qui est voisin du contemporain Pompidou. La transcendance de Notre Dame, qui nous donne dês ailes, est gardée par la Concièrgerie, qui nous plie au sol. Les cloches de l’Église Médiévale qui nous reveille le matin et la vie nocturne de Pigalle, de la Bastille ou de Saint Michel quis nous enleve le sommeil de la nuit. Du doré de l’Opéra au Rouge du Moulin… Et ça, et ça. Et ça…. Oh, la, la! Quatre vingts mots son infimes pour énumerer le bleu et le vert qui se croisent coin ou le blanc, le noir et le jaune qui ne se choquent pas dans la bougeotte du metro.

domingo, dezembro 10, 2006

AMORTECEDORES EXISTENCIAIS GRATUITOS - TAXA DE JURO À ESCOLHA DO FREGUÊS

1:40 da manhã. 10 de Dezembro de 2006. Olho para o relógio para confirmar… Engraçada a coincidência de ser a mesma hora na qual a minha mãe teve a primeira das dores mais felizes que uma mulher pode ter, dizem elas. Acredito. Apercebo-me também que faz hoje 25 anos e 4 dias a minha concepção genética. Apercebo-me uma vez mais que é quando chega a hora de dormir que normalmente sou assaltado por pensamentos que me tiram o sono, que é afinal, por vezes, uma desculpa para parar de estudar. Vendo as coisas de uma forma simplista, temos três tipos de neurónios: sensitivos, motores e pensadores. Ora, quando nos deitamos, os dois primeiros são os que mais rapidamente hibernam, salvo se houver desajustamento de luz, som, temperatura, alguma sensação táctil da cama menos confortável ou dor física ou moral (= a tristeza, componente da depressão, segundo os psiquiatras). (Corrijo: não quando nos deitamos, mas quando queremos dormir, porque o deitar… Vocês sabem, minhas malandras e safados… Pode ter muitos objectivos ;) Portanto, os centros de controlo de informação ficam praticamente apenas sujeitos à ligação que detêm com os neurónios pensantes. Daí recorrentemente ‘a almofada ser a melhor conselheira’? ou o ‘dormir de consciência tranquila’? Atente-se aos substantivos e não aos adjectivos, porque a intenção é enfatizar o momento irónico do acordar da mente para o seu interior, não tanto o eufemismo que se tenta imprimir-lhe. É frequentemente nesses momentos que sentimos a insónia do dia e dos anos, porque o deitar é como o cair no vazio, no qual o tempo é DIFICILMENTE DISTRAÍDO com a pop star que pintou o cabelo (99,999% da população mundial é careca, querem ver?, ‘prontes’, ok… eu sei! para me sentir bem, tenho que ser aceite pelo semelhante, o que implica aderir às modas, ser camaleão, certo?), a vizinha libidinosa que i-i-i-i-i-i-i (é das poucas que não é assexuada, a sortuda?) - ‘Amiga, já compravas os amortecedores para a cama, não? Bah! Depois, lá se vai o meu entretimento frustrado nocturno e a cusquice matinal no café’-, a discussão de 20 minutos (vejam bem que até estava com pressa) com a senhora das finanças que se arrasta nas burocracias, o acidente que faz parar o transito e o passeio, o padre que olha a perna da paroquiana ou o enchimento das calças do acólito (felizardos do mentor e menor espirituais que não são capados e do primeiro que gosta de peixe e de carne) enquanto as beatas procuram a que entre elas se vestiu pior para a seguir fazer a tertúlia da missa no café ao lado da igreja, o silêncio dos passageiros que ensurdece no seio do barulho do motor do autocarro (excepto nas visitas de estudo da escola, ainda que o autocarro seja de 1900 e troca o passo), o funeral ponto de encontro social, a boazona que passa na rua e que temos vergonha de abordar, o almoço, o lanche e o jantar e o jantar e o lanche e o almoço, o chato do professor e do chefe, a inflação, o político de Esquerda que defende a liberdade de pensamento, mas que ostractisa o de Direita, que por sua vez como bom proclamador dos valores católicos, faz festinhas nos meninos do parque… E isso, e isto, e aquilo… E porquê? ‘Não, não! Ele também disse! Ele também fez!’ Afinal, pensar e fazer mais do que dar trabalho é muitas vezes como tocar na ferida [mas qual dos males o menor? Tocar na ferida ou infectá-la e entrar em septicemia (infecção generalizada por via sanguínea)?]. Então, protela-se, delega-se, não raramente, a nossa vida no outro, na corrente, na ilusão de que nos desresponsabilizamos, triunfando assim numa leveza existencial relativa. Puro MEDO de nos sentirmos RESPONSÁVEIS, NÓS PRÓPRIOS, pelas nossas ideias e actos. Pura ilusão: mais cedo ou mais tarde, bate a CULPA DA VERGONHA E DA FALTA DE CORAGEM de sermos AUTÊNTICOS, de sermos felizes (bem, a não ser que prefiramos o masoquismo). Ou seja, a septicemia. Tudo porque arranjou-se sempre uma desculpa para tocar na ferida e tentar curá-la. Vai-se tratando os sintomas (quando se trata) e não a causa. Medicamento sintomático: distracções dos neurónios sensitivos (não tanto dos motores, porque estes são a grande expressão dos pensadores, além das acções quotidianas quase automáticas… time entretainers, lá está). Meros amortecedores existenciais! Bem sei que se te meteres com a boazona na rua, podes passar uma… Vergonha? De ter hormonas e desejo sexual? A não ser que não gostes de sexo… Ou que tenhas medo de levar um não. Ah, se calhar é melhor ir bater p*nh*tas para casa e pensar na loira em vez de lhe tocar. Ou a rapariga que todos os dias te serve um café e te enche a alma. Que desonra… Gostar de alguém! Numa aula, calas-te diante um professor com medo de errar? Se for bom professor, quem tem de ter medo de errar é ele. Tu é que estás lá para aprender com… Ele! A não ser que só te interesse a nota, ou seja, a forma e não a essência (bem podes ter a média no papel para uma empresa, mas se não a tiveres na prática e no carisma de te adaptares mas também de surpreenderes, bem te podes congratular de engraxar sapatos a professores e chefes… Parabéns! O part time como engraxador, as horas de marranço e o certificado de notas servem de papel higiénico!). Bem sei que bateres na mesa do chefe te pode despedir (depende do chefe). Deve ser melhor, daqui a uns anos, olhares para trás e aperceberes-te que perdeste o teu tempo a lamber botas e a sobreviver com trocos em vez de teres tentado descobrir um caminho melhor. É esse o exemplo que queres dar aos teu filhos? Acredita que eles tomarão mais como modelo as entrelinhas dos teus actos do que o esforço falado do teu discurso. E os trocos dificilmente alguém te tira, a não ser que tenhas medo de trabalhar. Queixas-te do governo e do andar das coisas? E que tal sentires-te como parte activa e responsável de um todo que é a sociedade? Estás apaixonado pelo teu colega de trabalho? Deixa lá… A tua mulher fica mais contente quando chegas a casa com odor duplo de Homem! Bem… Já os maridos e o odor duplo de mulher… lol Não defendo a mania constante de chocar, demonstrando ser ‘pseudo-diferente’… Mas ninguém é gratuito e todos acabam por pagar as suas facturas, com mais ou menos juros…

PS – Resumindo e baralhando, o tempo é o que mais de valioso temos, tão valioso que temos medo dele… Um copo com pedras… Está cheio? E se tentares pôr grãos de areia? Pleno? Que tal adicionar água?
PS 2 - Gnr - Efectivamente
Adoro o campo as arvores e as flores
Jarros e perpétuosamores
Que fiquem perto da esplanada de um bar
Pássaros estúpidos a esvoaçar
Adoro as pulgas dos cães
Todos os bichos do mato
O riso das crianças dos outros
Cágados de pernas para o ar
Efectivamente escuto asconversas
Importantes ou ambíguas
Aparentemente semmoralizar
Adoro as pêgas e os padrastos que passam
Finjo nem reparar
Na atitude tão clara e tão óbvia
De quem anda a engan(t)ar
Adoro esses ratos de esgoto
Que disfarçam ao pilar
Como se fossem mafiososconvictos
Habituados a controlar
Efectivamentegosto de aparência
Imponente ou inequívoca
Aparentemente sem moralizar
Efectivamente gosto deaparência
Aparentemente sem moralizar
Aparentementeescuto as conversas
Efectivamente sem moralizar
Efectivamente….sem moralizar
Aparentemente…semmoralizar
Efectivamente

quinta-feira, dezembro 07, 2006





sábado, dezembro 02, 2006


MARIE JANINE – C’est drôle, je rigole

Capítulo II

Vintes de Outubro. Quase. Segunda-feira. Se a memória não me falha. Uma mão de dias após o ‘bref rencontre’. São umas 13 horas. Estou junto a uma janela. Uma Francesa. À direita. Está diante do secretariado do grand maître. Acho. Sentada. Curiosa. Descarada. Não muito. Não sei para quê. Nem porquê. Sétimo andar do Gaston Codier. Após uma manhã de estágio. Na Ortopedia do Prof. Yves Cantonné. Com a Louise Bertoux. Não muito simpática. Para já. (Chérie, os Tugas não mordem! Logo.) Admiro a paisagem Parisiense. Em especial a bela cúpula central da Pitié Salpêtrière. Procuro o Sacré Coeur. Sem sucesso. Algumas nuvens. Ainda não faz muito frio na rua. Sinto um leve êxtase. Contraste com algum frio de barriga. Próprio de quem ainda se adapta. Mas se sente… Muito leve. Feliz! Pim… O elevador chegou… Ooops! Segundo pim! Espera! É diferente… E não é prrrrriiiiiiiimmmm…. Algo que vibra no bolso. E faz um leve rrrrrrrrr. Em frente do secretariado do grand maître. Ah, és tu! Nem sempre me lembro de ti. ‘Mon chien, le portable’. Porra! Bem lhe mostro o tuli creme. Mas não obedece. Quem sabe os 69G? Volta, Sade. Estás perdoada! Ele só se me segue. À força? Talvez. Cá, ‘les chiens qui suivent les médecins’. lol Acho que seja apenas uma piada. Afinal, somos os externos que permanecem e se integram no serviço durante três meses. Escrevem nos diários clínicos. Fazem bancos de 24 horas. Participam nas operações. Não são meros estudantes de Medicina. Alvos de invejas de alguns enfermeiros e outros profissionais de saúde. Empatas de médicos. Se não for piada, experimentem, Vossas Excelências Les Frrrancius, segurar algumas paredes de alguns estágios Tugas. Volto para junto daquela montra Parisiense. ‘- Ouai? Allô?’ ‘-Oui, allô! C’est Marie Janine!’ (ah, mana, sempre te lembraste). Pim três. Sorriso de gato que engoliu o canário. Como quem diz: de orelha a orelha. Bem. Não tanto. Mas quase. Sorriso tímido. Diga-se. Por que telefonará uma Jurássica Frrrraaaanciu a um Gatinho Tuga? Bem. Não há-de ser nada. (Deixa-te de ter esses rasgos inicias de timidez, meu! Tens de integrar e conhecer os frrrrancius. A velhota até pareceu bem simpática. Nunca ouviste dizer que primeiro estranha-se e depois entranha-se? E para confiar desconfia-se. Ya, pá… É só o interruptor. Adoro a luz). Voz característica do outro lado (não sei como descrever, só imitar; para quem quiser ouvir são 10 euros cada imitação… isto se quiserem ajudar aqui o vosso amiguinho e evitar que ele vá dar o bum bum para Pigalle lol): ‘Deixei o bloco aberto para não perder o seu número.’ ‘- Eheh’, recidiva de riso tímido Tuga. Retorque a voz: ‘-Então, telefono-lhe para que venha ver as minhas gravuras como combinámos. Interessa-lhe?’. ‘-Biensûr’. ‘- Mas antes gostaria que viesse ao meu apartamento a Montparnasse para apreciar a vista sobre toda Paris’. Bochechas vermelhas (Sim, Bolchevique, Leninista, Trotskiano, Lobisomem Estalinista de pseudo-tias fanhosas da linha. Só as vestidas de ‘encarnado’. O que é teu é meu, mas o que é meu não é teu. F*d*-te! lol). Será do aquecimento do Hospital? A Frrranciu da direita fica mais descarada. Espeta o olhar. (Ooooops! Acho que ela está negativamente espantada com o meu linguajar Frrrrrrrranciu. Ou será das bochechas? Se calhar fui assaltado pelo ar de Comuna. Bem, o melhor é enfiar-me no canto junto da janela, atrás das plantas. A vista relaxa. Estou mais protegido de qualquer outro olhar Frrrranciu curioso que passe. Fico mais à vontade para falar com a doce velhota, sacadora de ‘carnets’). ‘- Então, quando pode?’ (Bem, esta semana, ainda não tenho muitas aulas à tarde). ‘-Hummm… Amanhã à tarde é bom para si?’ ‘-Hummm… Sim, por volta das 14?’ ‘-Ouai, c’est bien pour moi’. (Tiro o bloco e a caneta para apontar. Antecipo-me ao próximo passo: a morada). ‘- Boulevard de Montparnasse’. ‘-Ouai…’ ‘- Vindo da sua casa, apanha a Boulevard de Port Royal, junto de Gobelins. E é o número 169’. (Que o número não seja mau presságio. Eheheh) ‘- O código para entrar é o… (bem, até tenho direito ao código… Lobisomem Estalinista, mas chique, ahn? ;) E depois sobe até ao oitavo andar’. (Oitavo? Bem, já imagino a vista :) Repito tudo. Com medo de que o Frrrrranciu me tenha falhado. ‘-Oui, c’est ça’. ‘-D’accord’. ‘- À demain’. ‘- À demain, à 14 heures’. (Bem, onde te vais meter? Velhota sabichona e marota? Faminta de chicha tenra? Naaaaa… Não tinha ar de quem faça esquemas de amarrar cândidos e inocentes meninos à parede. Vai ser fixe! :)