sexta-feira, outubro 27, 2006

QUESTÕES PERENES



Porque é que só tu, doente mental com registo psiquiátrico, me compreendes?

segunda-feira, outubro 23, 2006

WOW WOW... Para cima e para baaaaaaixo!



PS - fui impossível não desatar a rir, sozinho, no meio da sala de computadores do Jussieu. LOLOLOLOL

domingo, outubro 22, 2006

CURTO APONTAMENTO: DIAS... MESES... ESTAÇÕES... ANOS... VIDAS...

Porque o sol não brilha todos os dias. E porque as nuvéns nem sempre o cobrem... O Verão seria nada sem o Inverno. Singular, uniforme, banal... ? EstaçõeS!!! :-D
PS - Verão, volta! Estás perdoado! LOL

quarta-feira, outubro 11, 2006

Hoje vi a tua mãe. Ainda veste preto...

domingo, outubro 01, 2006


AMOR?

"Encostei o meu braço ao teu e comecei a transpirar. Sentia uma vontade violenta de me desmoronar em ti. Não, não era fazer amor. Fazer amor não existe, porra, o amor não se faz. O amor desaba sobre nós já feito, não o controlamos - por isso o sistema cansa-se tanto a substituí-lo pelo sexo, coisa gráfica, aparentemente moldável. Também não era foder, fornicar, copular - essas palavras violentas com que tentamos rebentar o amor. Como se fosse possível. Como se o amor não fosse exactamente essa metafísica que não nos diz respeito - sofremos-lhe apenas os estilhaços, que nos roubam vida e vontade."

segunda-feira, setembro 18, 2006

NAVEGAÇÃO À VISTA

Um navio chamado Liberdade. Amarras chamadas Saudade. Velas chamadas desejo feitas inchadas por um sopro chamado ilusão. Um Leme chamado Responsabilidade.

Eis-me assim, navegando, num aquário chamado Morte.

quarta-feira, setembro 13, 2006

JANTAR DE AMIGOS

Prisão liberta. Lágrima feliz. Descontentamento iludido. Fome saciada. Seca encharcada. Tristeza contente. Frio tornado quente. Odiado amado. Desconhecido amigo. Passado esquecido. Presente passado. Ausência presente. Eu em ti. Tu em mim.

Morte viva. Vida transbordante. "Meus olhos tão cheios enquanto uma mão oblíqua os não vier fechar"...

Neuchatel, 11 de Setembro de 2006

quarta-feira, setembro 06, 2006




RENSEIGNEMENTS 'PRESQUE'

Presque, après le simplement rouge (simply red lol)... Et voilà... Le rouge, le blanc et le bleu! Ou comme on dit: la lumière! :)

Prestes, larguei a vela e disse adeus ao cais, à paz tolhida. Em qualquer aventura, o que importa é partir, não é chegar.

Felizmente, ainda há muitas e boas pessoas que ficam... Que 'VÊEM'! :-D

Love me when I'm gone... ???

quarta-feira, agosto 30, 2006

O MÓVEL GIRASSOL DO NOSSO OLHAR


O espaço do olhar é tão claro e aberto
que nós estamos no mundo antes de o pensarmos
e nada nele indica que exista um outro lado
de sombras incertas e silêncios abismais.
Vivemos no seio da luz onde o inteiro vibra
com a sua evidência de claro planeta
e ainda que divididos vivemos no espaço uno
porque é o único em que podemos respirar.
As nossas sombras não nos acolhem como folhas
envolvendo o fruto o nosso desespero vem de mais fundo
e nele não podemos manter-nos temos de ascender
ao móvel girassol do nosso olhar
ainda que seja só para ver a fulva monotonia do deserto.
A vocação da pupila é o imediato universal
quer caminhemos numa rua quer viajemos pelo mundo
quer ainda diante de uma página em branco.
A palavra pode anteceder a visão mas também ela é atraída
para o luminoso espaço em que desenha os seus contornos.
Como poderia a palavra fingir o que lhe foge
sem a superfície de um solo iluminado?

António Ramos Rosa

sábado, agosto 26, 2006


GREGOS OU TROIANOS? GREGANOS?

Não sei se vivemos na época ou se terá sido sempre assim, até porque a minha consciência 'real e física', base da minha experiência ainda que não absoluta, mas a menos relativa que posso ter, me restringe ao pós estrito ou lato 6 de Dezembro de 1981 D.C. (1- será que posso alegar hemi-consciências do óvulo ou do espermatozóide? 2- cronologia ocidental, cristã?), e não sei se por interesses gerais (leia-se virados para os próprios umbigos na maioria, onde a falta empatia e a intolerância imperam) ou por falta de coragem de assumir o que se quer, o que se é e o que se quer ser, i.e., vergonha perante o outro, cai-se vertiginosamente no bacoco de deitar conversa fora, em que tudo se diz sem nada significar, para que se possa ocupar o tempo e conquistar vãos territórios, não ficar mal visto ou pior nas entrelinhas: 'conheço e dou-me com muita gente!'. Bah! E com estas artificialidades, vamos renegando a nossa própria natureza e entretendo os neurónios e os sentidos, a par da afirmação nas extrínsecas e extemporâneas modas... O que o Homem faz para se entreter no e com o tempo!! :s E, assim, ao iludir-se numa esfera pseudo-cheia, vai cavando ao longo dos anos, um vazio por baixo dos pés, um vácuo em que se enterra, asfixia-se, sucumbe, queixando-se, todavia mantendo os mesmos discursos cheios de nada e as raras acções plenas e concordantes. Afinal, o bom é sair à noite e conversar no messenger (o teclanço ajuda na fuga à veracidade do 'live' e na ilusão de um potencial fantasiosamente vivido), e ser popular, ter a caderneta cheia de cromos, dizer que se fez e se pensa 100, quando se fez e se pensou 10 ou mesmo -100, a ilusão no querer falar falar falar, sem um único sequer pensar a que se junta um 1/3 de ouvir (para aí) = ser Gregano. Até que um dia... PUFF! A frase feita 'não se pode agradar a Gregos e a Troianos' faz sentido! Sim, porque as divergências são inerentes à convivência entre seres, desde os vegetais, nem que seja pela luta na tentativa de supremacia na ocupação de espaço, quanto mais seres capazes de pensar, sentir, inferir, raciocinar... Que mistura! Onde na falta de coragem para ser, se prefere o parecer, a quantidade à qualidade... O GREGANO do politicamente correcto, da moda, do aceite, do circunstancialismo social versus o GREGO ou TROIANO PESSOAIS, sim porque já que não podemos agradar a ambos, que agrademos pelo menos a nós próprios! E não esqueçamos a jurássica: 'a mentira tem perna curta! lol :) Além de que vivemos no mundo do relativo... i.e, existiria a luz sem a sombra e vice-versa?... Ser x só faz sentido perante o y. :)
PS - Não que não entenda ou aceite esta actual corrente, mas 'does its destiny and its nature worth it'? Muito mais se pode acrescentar em relação ao assunto, mas que se simplifique na fragmentação em futuros posts e comments. Misbehave! ;)

sábado, agosto 19, 2006

CURTE!

THE BEST! :)

quinta-feira, agosto 10, 2006

PORTUGAL COSMOPOLITA

Portugal está a ficar um país verdadeiramente vanguardista. Desenganem-se gerações e gerações de intelectuais blasfemos. Encarcerem-se os velhos que, lá sentados no Restelo, mais não merecem que um lar de terceira idade. Não, nada disso!! Portugal é, hoje, verdadeiramente um país cosmopolita capaz de ombrear com outros naquilo que de melhor se faz por esse mundo fora. Quem disse que somos ultraperiféricos? Quem sugeriu sermos atrasados e irremediavelmente "rurais"? Certamente gente de pouca sapiência ou de vontade amaldiçoada. É que os exemplos de modernidade e cosmopolitismio estão aí, um pouco por todo o lado. E não, não são as tertúlias do Chiado nem a arquitectura vanguardista do Parque das Nações. Nem tão pouco o será a banalização de centros comerciais. É muito mais do que isso. É todo um cosmopolitismo feliz e finalmente libertado de atavismos estirpe Santa Comba São/ Capelinha das Aparições. Senão veja-se: ligar a televisão, nas emissões da TV Cabo - por sinal de mensalidade paga - corresponde a ser-se presenteado, num dos canais, com uma "interessante" emissão televisva de uma "igreja" repleta de "pastores" brasileiros que, através de uma argumentação curiosa, tentam convencer o seu rebanho dos "sinais" evidentes da bondade dos ditames da religião, claro está, devidamente por eles interpretados. É que «sí ná súa fámília êxistchi máldádgi, póbrêza, duênça...vóçê naum cónhêci os sináiz di Dêus». Logo de seguida, este cenário infernal descrito em tonalidade tropical, é contraposto a um testemunho "real" de uma portuguesa - tipicamente porteira, provavelmente suburbana, com 2 filhos e um marido que, invariavelmente, não a ama e sofre de alcoolismo - que vem atestar a bondade das soluções propugnadas por aqueles pastores portadores de boas novas lá da terra de Vera Cruz. é que - segundo a respeitável senhora- depois de ter conhecido os "sinais" daquela "igreja" brasileira, voltou a ser amada, a ter as contas pagas e agora - pasme-se quem de direito!!- já tem uma casa com seis assoalhadas e um carro de luxo. A não esquecer: os "sinais" estarão no Estádio do restelo, dia 19 de Agosto, pelas 18 horas. Enfim...
De facto, o cosmopolitismo da sociedade portuguesa é especialmente forte no campo do para-normal. Ontem, incumbido de um espírito verde, fui deitar ao apapelão de reciclagem mais de 50 panfletos. É que o professor Bambo (ou será Bambi?), mais o professor Karamba e o professor Kumbaé (que me perdoem os restantes professores "Ka" qualquer coisa eventualmente olvidados...) têm-se dedicado a, dia após dia, deixarem no limpa pára brisas do meu carro mensagens alusivas aos respectivos dotes de grande vidência que, também dia após dia, vou acumulando no porta luvas à espera de oportunidade de deitar fora. No último, um respeitável cavalheiro de origens claramente africanas, propõe uma ajuda “tipicamente africana” para destruir a inveja, os vícios, a impotência sexual e os problemas financeiros. Com consultório em Lisboa, Faro, Porto e Funchal, com um call center (707204488), o professor bambo garante, também, total eficácia por correspondência assegurando a competente e devida resposta em 48 horas. Então ‘tá bem… Mas as tendências cosmopolitas na sociedade portuguesa não se ficam por aqui – aliás, as incompreendidas “Mães de Bragança” que o digam!! Repare-se, para tanto, na página 54 da edição de hoje do Diário de Notícias: desde logo, com destaque em esquadria azul, temos a “atrevida”, safada e “gostosona” (mais um contributo além Atlântico…) que se diz irresistível (presunção e água benta…) e portadora de acessórios eróticos (tel 914558005). Mais abaixo, temos Beatriz, “pitinha”, corpinho sexy e garganta “funda”. Aliás, diz-nos ainda que “por trás” fica louca….pois…mais informações sobre a sua loucura traseira poderão ser obtidas através do 967558539. Duas linhas depois, a “bela Michelle” clama ter um “pinguelinho avantajado” sendo que, com ela, o anal é natural… Afinal de contas, acaso restará ao caríssimo leitor alguma dúvida do teor moderno e cosmopolita da sociedade portuguesa?
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domingo, agosto 06, 2006

VIAGEM

Aparelhei o barco da ilusão
E reforcei a fé de marinheiro.
Era longe o meu sonho, e traiçoeiro
O mar...
(Só nos é concedida
Esta vida
Que temos;
E é nela que é preciso
Procurar
O velho paraíso
Que perdemos).

Prestes, larguei a vela
E disse adeus ao cais, à paz tolhida.
Desmedida,
A revolta imensidão
Transforma dia a dia a embarcação
Numa errante e alada sepultura...
Mas corto as ondas sem desanimar.
Em qualquer aventura,
O que importa é partir, não é chegar.

Miguel Torga

PS - E o porquê da associação entre a Madre Teresa e o poema?

sexta-feira, julho 28, 2006

A ORDEM EM MIM. A ORDEM EM NÓS.

«Há uma ordem que não tem nome, porque ela é anterior a si e se afunda no incognoscível. Repousar nela. Dormir nela. E achar no seu impensável o impensável de nós, a dissipação de nós que aí se consuma pela vertigem do sem fim e do silêncio...»

Vergílio Ferreira in Conta Corrente

quinta-feira, julho 27, 2006

O peso de um dia perdido...



O vento entra e faz dançar os engomados cortinados cor de marfim, ao mesmo tempo que me toca a pele e me afaga a face e os braços... Transportando o cheiro do verão, quente, doce e seco...

Simultaneamente os meus dedos pressionam as teclas fazendo ecoar um único som seco das peças plásticas que compõem o teclado. O mesmo de sempre... de todos estes anos.

Então... respiro fundo.... despertando-me o ar fresco do início de um novo dia, contudo quente, levando-me a outros dias quentes, de outros quentes anos.

A brisa da noite sempre despertou o meu lado místico, nostálgico especialmente quando banhada de raios de luar brancos e doces que nem açúcar em pó lembrando partículas de gelo.

Paro e viajo por outros dias em que me senti da mesma forma acarinhada, abraçada por esta deslocação de ar suave e tomo consciência que por cada dia que passa, maior é a importância de cada dia.

Além de ganhar altura, pêlos, celulite, e outras acumulações adiposas em partes específicas do corpo, faz parte do "ser adulto" deixar de ter tempo, de poder ter o luxo de desperdiçar um dia que seja, a fazer simplesmente nada de especial.

Prazos, burrocracias (*), responsabilidades, compromissos, tanto a cumprir e tão pouco tempo!

Saudades das quase eternas férias de verão em que me dava ao prazer de estar um dia inteiro em casa a ser somente inútil, preguiçosa, gulosa...

Hoje em dia, nunca o faço premeditadamente, e irrita-me quando por força das circunstâncias tenho uma vivência assim. Vejo-me imediatamente a fazer contas e mais contas para tentar colmatar tamanho e fatal deslize...

Respiro fundo e sinto mais uma lufada de ar fresco a empurrar os cortinados.... agora mais forte...

Engraçado é que tudo isto se trata de relatividade... À medida que o tempo passa, vamos achando que o que lhe antecedeu é que era ideal, e assim sucessivamente.

O meu olhar petrifica e não posso deixar de ter subitamente o pensamento que à medida que crescemos vamos vivendo menos a vida... Eternos insatisfeitos, sôfregos por algo que não sabemos o que é, só sabemos que queremos subir mais um degrau, e mais outro e mais um monte, uma montanha, e uma escada seguida de uma rampa, sem nunca sabermos com certeza se vai dar a algum lado que nos interesse verdadeiramente.

Não seria melhor permanecer no mesmo sítio e deixar que o destino nos encontrasse..? Não estaremos às vezes a fugir dele?

Nunca saberei a resposta. E como não confio na sorte para ditar o meu destino, continuarei a trepar que nem a cabra da montanha, os rochedos escarpados e perigosos da vida.


(*) - não se trata de erro ortográfico

PS: post publicado simultaneamente no blog Baronesa Vermelha - La Femme Fatale


sábado, julho 22, 2006


OS MOTES DOS E NOS MOTES

A propósito do post do meu grande amigo Max e, já que este é um blog dos motes:
1- Eu contra o meu irmão; eu e o meu irmão contra os meus primos; eu, o meu irmão e os meus primos contra os nossos amigos; eu, os meus irmãos, primos e amigos contra os nossos inimigos de aldeia; todos nós e a aldeia contra a outra aldeia… (antigo provérbio Árabe);
2- A riqueza do mundo chega para satisfazer as necessidades de todos, mas não a ganância de alguns. Gandhi;
3- "Si tu te sens petit, inutile ou demoralisé, n`oublie jamais que tu as été, un jour, le plus rapide et le meilleur des spermatozoídes de ta bande...";
4- O amor é o nosso estado natural quando não optamos pela dor, pelo medo ou pela culpa. Willis Harman;
5- Ainda que noutra moldura, estarão os conflitos do Médio Oriente para a III Guerra Mundial, assim como a Guerra Civil Espanhola estiveram para a II Guerra Mundial? O que o Homem faz/inventa no e com o tempo... Que formas mais mórbidas de entretenimento!! Caso para fazer o paralelismo: tal como mais vale estar calado, muitas vezes, mais vale também estar quieto! Será o Big Brother assim tão mau???

sexta-feira, julho 21, 2006

O IMPÉRIO DA VERGONHA
A vida até corria bem para Amatullah Abu Hejleh. Com 22 anos ela, e grande parte das suas melhores amigas, estudavam na Faculdade de Literatura e Ciências Humanas de Beirut, ali mesmo na Boulevard Saeb Salam, pouco antes da Estação de Correios como quem vem da Rua Er Rachidine. Diga-se até que, em abono da verdade, era das melhores alunas finalistas do Curso de Estudos de Literatura Árabe contemporânea, tendo sido convidada para ser assistente na faculdade e iniciar a sua carreira como docente universitária. Não obstante o seu nome (Amatullah, em árabe, significa "servente femininina de Alá), a jovem Hejleh até nem era muito próxima de Deus preferindo, como a melhor literatura lhe ensinara, acreditar nos homens. Sim, tinha fé....mas num mundo melhor, baseado na Justiça e na concórdia. Com o jovem sangue nas guelras, Amatullah empenhava-se fortemente nas causas que lhe mereciam atenção. Ainda há uns tempos havia estado, juntamente com o seu amigo Yussuf, em várias manifestações da Revolução dos Cedros, na sequência do assassinato do primeiro ministro Rafik Hariri. O Yussuf é um rapaz, algo mais velho que Amatullah (tem 29 anos) mas responsável e educado. Amatullah conheceu-o quando entrara para a Faculdade, era ele finalista de Estudos da Francofonia. Uma vez que não conseguiu encontrar trabalho, teve que se empregar numa empresa de transitário no Porto de Beirute, trabalhando na escrituração de carga dos navios para Atenas e Larnaca. Não lhe rendia muito mas dava para pagar a renda do pequeno apartamento que alugou no sul de Beirute, zona que, em resultado da criminalidade e até da existência de guetos de extremistas políticos, era bastante mais barata. O apartamento fica não muito longe da zona de Jisr El Bacha onde, naquela tarde de há 10 dias atrás, Amatullah se encontrou com Yussuf para juntos irem ver o novo espaço que ele alugou. Apareceram mais amigos, fez-se uma jantarada... mas a noite de Beirute já ia longa e Amatullah teve que regressar a casa, sozinha por entre os silêncios daquela rua subitamente abalados pelo estrondo ensurdecedor da morte...
Assim termina uma "estória" que, claro está, é absolutamente falsa. Mas o Estado de Israel é já responsável, só no Líbano, pelo terminus de 300 outras "estórias" verdadeiras em tudo semelhantes a esta.
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segunda-feira, julho 17, 2006


VERDADE EM ESTADO PURO

Sim, pode parecer um lugar comum, uma balela, filosofia barata, um clichet, mas juro e atiro água benta (lol) em como é verdade:

Watch your thoughts; they become your words.
Watch your words; they become your actions.
Watch your actions; they become your habits.
Watch your habits; they become your character.
Watch your character for it will become your destiny.

terça-feira, julho 11, 2006

TALHÃO NÚMERO SEIS, COVA NÝUMERO SESSENTA E QUATRO (UM ANO DEPOIS)

Onde estás?Passo o Pórtico Verde e procuro por ti…Onde estás?Houve um sorriso com que uma vez me encaraste que, tudo me dizendo e trespassando-me com cruel frivolidade, me embalou no teu regaço…Queres ir hoje ao cinema? Vamos ver aquele filme..Vem daí!Passo o pórtico Verde, viro á direita…tantas flores….Onde estás?Prometeste caminhar ao meu lado. Para sempre… Fotos nunca existiram porque éramos eternos. Tu, eu, nós, o mundo…Tuas palavras seriam terna e eternamente abençoadas por Cronos, porquanto nem ante o Tempo soçobraríamos. E companheiros seríamos em velhos.Queres ir hoje à Praia? Anda!! Vamos à barrinha!Passo o pórtico verde, viro á direita, tantas flores!, viro à esquerda…uma senhora idosa, de preto, olha para mim…Onde estás?E passeámos em matos verdes de Vida sem que a Morte nos tangesse porque éramos jovens e eu, que em ti vivia, confiava que em mim nunca morrerias. E o vento que gentilmente nossas almas amainava, não nos trazia novas da Eternidade. Lá longe jaziam, calmas, as nossas esperanças.‘Bora jantar fora! Hoje! Ao Gargalo, claro!! Aquela pizza…Passo o pórtico verde, viro à direita, tantas flores!, viro à esquerda…uma senhora idosa, de preto, olha para mim…caminho…tanto mármore! Ele, crucificado, está em todo o lado olhando para mim com evidente rosto de soror…mas onde estás?Apartados nunca estivemos até que teu coração, apertando o meu, apertou-se em ti. E fugiste-me por entre os dedos como a areia daquela Praia…onde a luz tépida de Outono, pronunciando o ocaso, nos concedia a extrema-unção.Anda…vamos passear? Que tens? Tens medo? Do quê?Passo o pórtico verde, viro à direita, tantas flores!, viro à esquerda…uma senhora idosa, de preto, olha para mim…caminho…tanto mármore! Ele, crucificado, está em todo o lado olhando para mim com evidente rosto de soror. Tanto branco, tanta pedra…Encontrei-te!! Ah ...estavas aqui!!! Talhão número 6, Cova número 64…
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PS: publicação simultânea no blog Devaneios Desintéricos

domingo, julho 09, 2006


PEDRAS NO CAMINHO?

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que a minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-se um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Pedras no caminho? GUARDO TODAS. UM DIA, VOU CONSTRUIR UM CASTELO..."
Fernando Pessoa

sábado, julho 01, 2006

O ESPAÇO QUE NOS APARTA

Aqui, neste espaço entre mim e ti, nada mais existe para além do vazio. Um calmo e pleno nada, outrora um tudo, completo de sonhos e fantasias de perfeita eternidade, onde a efemeridade era para nós, para mim e para ti, apenas (e só) uma etapa da nossa felicidade.

Por mim, e por ti, escondi-me atrás de portas abertas, com ambições repletas, que comigo percorresses a terrena essência dos dias e no meu regaço desfalecesse o acre temor dos teus olhos cheios de realidade.

Acreditei, como verdade pura (ah dogma de uma idílica e planeada existência!!!) que a eternidade, a mim e a ti, nos tocava e que tu, ao contrário de mim e dos outros, transportavas a plenitude do Tempo que em cada abraço me confirmavas…

Depois de ti e já sem ti conheci a amarga substância do findar dos sonhos separados de mim pelo mesmo espaço que nos aparta: metro e meio de terra.

quinta-feira, junho 29, 2006


PRODUTOS NATURAIS - ERVANÁRIAS
Longe de tomar uma atitude fundamentalista (até porque não faz nada parte do meu espírito), mas acerca deste assunto, gostaria de desmistificar alguns pontos, de acordo com a minha experiência na área:
1- Nem tudo o que é natural é bom, pelo menos no que concerne à globalidade dos efeitos: a cocaína é um produto natural! Há séculos, aquando da sua descoberta, foi usada como anestesiante e analgésico, no entanto... (leia-se as reticências adversativas). Isto sem querer tomar uma posição anti produtos psicotrópico-estupefacientes (além da cocaína, temos também as 'velhinhas' que vão parar ao hospital com insuficiência renal crónica por terem tomado indefinidamente os chazinhos da ervanária);
2- O ácido acetilsalicílico, o princípio activo da afamada Aspirina, é um componente extraído da casca do Salgueiro, produzido em laboratório, mas quimicamente igual (ipsis verbis) ao natural, portanto com as minhas características em termos de acção farmacológica;
3- O referido no ponto anterior aplica-se a 'n fármacos', contrariando o imposto pelo senso-comum;
4- Mais importante que o mencionado é o facto de a grande maioria dos produtos farmacêuticos serem testados cientificamente (de forma objectiva versus a forma empírica dos produtos ditos naturais) e portanto, quer para o bem quer para o mal, sabemos com o que podemos contar (isto apesar de eu considerar a ciência falível, mas no que toca à saúde dos outros: entre o seguro e comprovado de acordo com certas circunstâncias versus 'o tiro no escuro', ressalve-se, muitas vezes salvador, quando o conhecido falha, escolho o seguro e o comprovado);
5- Verdade seja dita: o facto de tudo na vida ser relativo (sim, é um cliché) tem a ver com a inerência de que tudo é susceptível de ser associado a um polo mais ou menos positivo e, portanto, há que ter o bom senso de 'pesar' os pós e contras e tomar uma decisão, consciente, ponderada, ie, com a perspectiva de obtenção da eficácia e preparação responsável para os efeitos secundários negativos que não se sobrepõem, de acordo com a 'pesagem risco-benefício', quando se opta pela prescrição de um fármaco;
6- Contrariamente ao que se pensa, os produtos 'naturais' são mais caros e a eficácia, quando patente, é demorad (círculo vicioso de despesa).
7, 8, 9, ... - ... Manifestem-se!
Eis a opinião fundamentada de alguém, com interesse de lucros... Lucros na saúde! :)
Dartacão

PONTAPÉ DE SAÍDA

Com tantos pontapés por aí (de saída, de entrada; em 2006, em 1969; na Alemanha, na Mongólia; no relvado, no balneário... lol)... Se é pontapé de saída, não sei... Mas talvez uma moldura, deste quadro que vamos pintado, em técnica mista, a neurónio pincelado, ora a preto e branco, ora colado, ora raspado e até borrado, ora impressionista, ora realista, ora surrealista e até movimentista com um milhão de cores... (dah... claro que é o novo plasma da Sony... Worten, sempre!)

PIXÉIS

Somos complexos
Mas (E) o processo de simplificação
É aliciante e gos (cus) toso…
Com o andar da e na vida
E como sinónimo de maturidade
Ganhamos serenidade perante a complexidade
O que significa simplificação.
Vai-se doseando energia,
Arrefecendo o calor
Produzido pela corrente eléctrica
Ao longo das redes neuronais
Do córtex cerebral
E do sangue mais bombeado
Consoante o coração mais bate:
O segredo não está em passar frequentemente
Pelo mesmo ponto através das
Infinitas rectas que o intersectam
Mas agarrar nos pontos
E compor o nosso desenho.
Compor; compor – fazer; fazer- agir…
A acção é inimiga do pensamento:
Enquanto ligam o interruptor
Dos neurónios motores
Os neurónios pensantes distraem-se
E não discutem entre si
Na sua apertada amálgama craniana
De sons, cheiros, toques, cores e formas
Intuições, percepções, raciocínios, teorias
Mas também de emoções, sentimentos, afectos.
Um lirismo hipotético-expositivo-argumentativo
(que palavrão! lol)
Para explicar como os pés e/ou as mãos
(conforme andemos de pé ou de gatas
ou simplesmente façamos)
Acalmam a complexidade explosiva da vida?
Já que com eles o desenho ganha pixéis
E nós perdemos miopia ou astigmatismo
Pelo acréscimo de pontos e
Pela diminuição de rectas num ponto.
(há quem veja ao longe
também aqueles que aproximam a vista com binóculos
há quem não precise de óculos ao perto
e outros que apenas com o tempo…
Ou não…
Processo inversamente proporcional ao número de pixéis!)

Dartacão

quarta-feira, junho 28, 2006

MOTES

Os motes iniciais deste blog, e espero que perenes denominadores, são 'pim-pu-neta' e 'wisdom begins in (to) wonder - Minds are like books: they only work when they're open' (versão alargada, já que há limite no número de caracteres), que traduzindo a linguagem Filipina - Dartaconesca (lol) significa: bem-vindos ao 'melting pot', onde o amor não rima com posse, a libertinagem se encaixa na liberdade, a fidelidade não casa com lealdade, o incomum é o lugar comum... ou se quiserem, agarrem na colher de pau e cada um, a seu jeito, que dê uma nova mistura aos ingredientes lançados no 'pote', sem 'mandar nenhuma colherada' no cozinheiro, nos ajudantes de cozinha ou nos apreciadores das refeições... Porque viva a DIVERSIDADE, como fonte de RIQUEZA (material? tb... Mas só? Bah!), mas caindo agora num lugar comum (será?): a minha LIBERDADE acaba onde começa a tua, todavia, sem a tua não alargo os horizontes da minha! :) Agora, toca a mexer os dedos... as polpas dos dedos! Não só para tocar piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii (piano, claro! LOL) e isso, isso... LOL Mas também para participares no FÓRUM PIM-PU-NETA! :)
Dartacão